O NARCOGARIMPO EM NÚMEROS: COMO O CRIME ORGANIZADO ATUA NAS TERRAS YANOMAMI
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A reserva indígena Yanomami, localizada no norte da Floresta Amazônica, está enfrentando uma crise grave devido ao garimpo ilegal. A reserva abriga cerca de 35 mil (trinta e cinco mil) indígenas Yanomami em 665 aldeias (seiscentos e sessenta e cinco aldeias), distribuídas em 102 mil km² (cento e dois mil quilômetros quadrados), entre os rios Orinoco, na Venezuela, e Amazonas, no Brasil. O território Yanomami é assolado por inúmeras práticas de garimpo ilegal que agem, principalmente, dentro do estado de Roraima.
GARIMPO ILEGAL
Mais de 20 mil (vinte mil) garimpeiros clandestinos atuam na reserva, causando desmatamento e impactos ambientas.
GARIMPO ILEGAL
Mais de 20 mil (vinte mil) garimpeiros clandestinos atuam na reserva, causando desmatamento e impactos ambientas.
Além do impacto causado ao meio ambiente pelo desmatamento, as invasões também resultaram a um surto de malária na região. Dados do Sivep Malária mostram que em 2020 e 2021, mais de 40 mil casos da doença foram registrados no território, um aumento de 1127% em relação a 2018.
O crescimento da enfermidade coincide com o aumento da área devastada pelos garimpeiros, pois a movimentação dos invasores carrega cepas de malária de uma região para a outra, introduzindo a doença em áreas onde ela ainda não havia alcançado. Em 21 de janeiro de 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência sanitária nas terras Yanomami.
O crescimento da enfermidade coincide com o aumento da área devastada pelos garimpeiros, pois a movimentação dos invasores carrega cepas de malária de uma região para a outra, introduzindo a doença em áreas onde ela ainda não havia alcançado. Em 21 de janeiro de 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência sanitária nas terras Yanomami.
A atividade criminosa na reserva indígena foi batizada de “narcogarimpo”, pois além do lucro obtido com a venda dos minérios em si, as facções aproveitam para encontrar e solidificar rotas para o tráfico internacional de drogas na região.

CRIME ORGANIZADO
E os invasores não são apenas garimpeiros em busca de uma vida melhor: eles são aliados do crime organizado. A situação na reserva indígena Yanomami é crítica com o crime organizado, incluindo facções como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) controlando atividades de garimpo ilegal, tráfico de drogas, entre outras práticas criminosas. Exemplos das práticas ilegais: crime organizado, narcogarimpo, violência, operações do governo.
O PCC, que tem grande interesse em importar drogas colombianas e direcioná-las para a região Sudeste, controla toda a estrutura logística do garimpo e do escoamento de drogas para outros estados e países, sempre partindo de Roraima. A atividade criminosa na reserva indígena foi batizada de "narcogarimpo", pois além do lucro obtido com a venda dos minérios em si, as facções aproveitam para encontrar e solidificar rotas para o tráfico internacional de drogas na região. O narcogarimpo no contexto dos Yanomami é um exemplo evidente de colonialismo interno. Os invasores impõe uma dinâmica de exploração e dominação sobre os povos nativos da região.
Com armas de fogo e violência desmedida, o crime organizado tem com os locais uma relação muito semelhante a que os portugueses tinham com os brasileiros autóctones do século XV. Em Caracaraí, o monitoramento do fluxo fluvial reforçou a vigilância sobre embarcações carregadas de combustível e insumos destinados ao garimpo, ampliando o controle sobre rotas usadas para abastecimento ilegal a partir dos portos do Rio Branco e pressionando corredores logísticos utilizados por invasores. As ações geraram o prejuízo estimado em R$ 683 milhões ao garimpo ilegal, resultado da interrupção do abastecimento e perda de equipamentos e insumos utilizados pelos invasores.
REFERÊNCIAS:
https://revistaesquinas.casperlibero.edu.br/politica/o-narcogarimpo-em-numeros-como-o-crime-organizado-atua-nas-terras-yanomami/
https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2024/04/22/o-assunto-1197-o-combate-ao-crime-organizado-na-terra-yanomami.ghtml
https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/56c79e5e-79f0-4204-92cd-e1298c244463
© Alanna Clementino, Anna Klara Barreto, Isabel Oliveira e Rhaissa Sarnalha - projeto interdisciplinar || 3M01-MID